quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Fair Play Financeiro desafia clubes endividados e põe à prova a maturidade do futebol brasileiro


Por João Antonio de Albuquerque e Souza, advogado e ex-presidente do TJD-AD (Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem)


A adoção do Fair Play Financeiro no futebol brasileiro marca um dos movimentos regulatórios mais relevantes da última década, mas também expõe a complexidade estrutural de um setor historicamente marcado por dívidas, falta de transparência e decisões tomadas sem lastro financeiro. A medida, prevista para começar a valer em janeiro de 2026, chega com a promessa de modernizar a gestão e reduzir distorções competitivas, porém seu impacto real dependerá menos da norma escrita e mais da capacidade das instituições de aplicá-la sem exceções.

Há anos, o futebol nacional convive com um paradoxo: clubes endividados continuam contratando, gastando e acumulando déficits sucessivos, enquanto outros tentam se manter dentro de limites financeiros, mas competem em condições desiguais. De acordo com a consultoria Sports Value, o endividamento total dos clubes brasileiros ultrapassou a marca de R$ 12 bilhões ao fim do ano passado, quando o montante era de quase R$ 10 bilhões, com Corinthians e Atlético Mineiro liderando a lista dos mais endividados.

Essa nova regulamentação tenta enfrentar essa lógica, estabelecendo limites claros, como o teto de 70% da receita para gastos com salários e amortização de direitos de atletas, e exigências para que a dívida de curto prazo não ultrapasse 45% da receita do exercício anterior. A introdução dessas travas, no entanto, evidencia o tamanho do problema. Muitos clubes operam com déficits crônicos, estruturas inchadas e departamentos administrativos incapazes de manter padronização contábil mínima.

Quando a CBF anuncia que, entre as principais sugestões do grupo de trabalho, estão justamente “pagamentos em atraso” e “padronização contábil”, revela-se o quão distante ainda estamos de uma governança minimamente consolidada. A proposta de punições progressivas, que vão desde advertências e multas até transferban, perda de pontos e rebaixamento, representa um avanço, mas traz consigo um teste decisivo, que é a isonomia.

Na prática, o sistema só ganhará credibilidade quando um clube grande, popular e politicamente influente for punido da mesma maneira que qualquer outro. Caso contrário, o Fair Play corre o risco de se tornar mais um regulamento simbólico, importante no discurso, mas ineficaz na aplicação. E há ainda um desafio adicional que são os clubes em Recuperação Judicial, em que a regulamentação prevê regras específicas, como limitação da folha salarial e equilíbrio financeiro nas janelas de transferência, permitindo contratações apenas quando houver compensação financeira equivalente.

Medidas como essa tentam impedir que a crise estrutural se agrave, mas também escancara a fragilidade de um mercado onde parte significativa das instituições chegou ao colapso administrativo. A implementação gradual, prevista até 2029, é outro ponto que divide opiniões, pois, se por um lado permite adaptação e evita um choque imediato em estruturas frágeis, por outro, prolonga um modelo que já não se sustenta. O futebol brasileiro vive um ciclo permanente de urgência: clubes gastam mais do que arrecadam, apostam em soluções de curto prazo e repetem erros que os afastam da sustentabilidade de longo prazo.

O Fair Play Financeiro, em essência, não pretende impedir investimentos ou limitar a competitividade, mas forçar responsabilidade. Ao centralizar dados, padronizar processos e exigir previsibilidade, cria-se um ambiente em que decisões deixam de ser tomadas com base apenas na euforia esportiva e passam a respeitar critérios técnicos de viabilidade. Para o torcedor, isso significa menos temporadas de euforia seguidas de colapsos; para o mercado, mais seriedade e segurança jurídica.

No fim, essa adoção não é apenas uma mudança normativa, mas um termômetro de maturidade institucional. O sucesso do modelo dependerá da rigidez na fiscalização, da transparência das informações e da capacidade de aplicar sanções sem distinção. Se funcionar, o futebol brasileiro dá um passo real rumo à profissionalização. Se falhar, continuará preso ao círculo vicioso que combina paixão, improviso e crise permanente, um jogo no qual todos perdem, inclusive o espetáculo.







*João Antonio de Albuquerque e Souza é atleta olímpico, graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em Direito e Justiça Social pela UFRGS. É ex-Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) e sócio fundador do escritório Albuquerque e Souza. Com expertise em Direito Civil, Trabalhista e Desportivo, sua atuação abrange temas como contratos e responsabilidade civil

Um dos destaques do Guarani em 2025, Diego Torres inicia pré-temporada e projeta próximo ano


O Guarani iniciou, na semana passada, a preparação para a temporada de 2026. Entre os jogadores que se reapresentaram no Brinco de Ouro está o meia Diego Torres, um dos destaques do Bugre na última Série C do Campeonato Brasileiro e nome apontado como uma das referências técnicas da equipe para o próximo ano.

Na campanha da Série C, o argentino teve papel decisivo, especialmente na segunda fase da competição. Diego Torres participou diretamente de gols em três jogos consecutivos e, somando os dez últimos compromissos do Guarani no torneio, esteve envolvido em seis gols, números que reforçam sua importância na reta final da temporada.

``Fico feliz pelo que consegui produzir ao longo da Série C. Foram jogos muito intensos e decisivos, e poder ajudar o Guarani com gols e assistências foi importante. Infelizmente não conseguimos o acesso, mas agora é seguir evoluindo e lutar por esse objetivo no próximo ano´´, destacou Diego Torres.


Com o elenco já em ritmo de pré-temporada, o meia projeta um ano de desafios e crescimento. O início oficial está marcado para o dia 11 de janeiro, quando o Guarani enfrenta o Primavera, pela 1ª rodada do Campeonato Paulista.

``A pré-temporada é o momento de ajustar detalhes, ganhar ritmo e fortalecer o grupo. Sabemos que o Campeonato Paulista começa muito forte e exige alto nível desde a primeira rodada. Estamos trabalhando com seriedade para chegar bem preparados e fazer uma temporada sólida em 2026´´, finalizou o argentino.










Foto: Raphael Silvestre / Guarani - Fonte: AV

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

O PALMEIRAS ERROU NAS ESCOLHAS DE JOGADORES, EM 2025? 💚🔥

ABEL FERREIRA RENOVA COM PALMEIRAS ATÉ FIM DE 2027!

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Paulistão 2026: Abel renova com Palmeiras, Mancini negocia com Bragantino e as informações e contratações dos 16 times

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O FLAMENGO ACABOU COM A GRAÇA DO FUTEBOL BRASILEIRO?

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Após acesso à Série B e artilharia, Rodolfo encerra seu vínculo com o São Bernado


Fundamental para o acesso do São Bernardo à Série B do Campeonato Brasileiro, o atacante Rodolfo não continuará no Tigre na temporada de 2026. Mesmo tendo vínculo com o clube do ABC paulista até o final do ano que vem, ele chegou a um acordo com os dirigentes da equipe para rescisão contratual.

Foi a segunda passagem de Rodolfo pelo São Bernardo. Ele já havia atuado pelo time amarelo e preto em 2017, quando fez nove jogos. Somando as duas passagens, o atacante teve 42 partidas pelo Bernô.

Neste ano, dos 38 jogos do São Bernardo, Rodolfo esteve presente em 33 compromissos e marcou cinco gols, encerrando a temporada como o artilheiro da equipe.

``Voltei ao São Bernardo com a meta do acesso. Era algo que o time estava buscando nos últimos anos. Saio de cabeça erguida e consciente que fiz o meu melhor e os números provam isso. Terminei como artilheiro e ajudando na conquista da vaga para Série B de 2026´´, enalteceu o atleta de 33 anos.


Livre no mercado, Rodolfo espera em breve definir a sua futura equipe.

``Por tudo que fiz nas últimas temporadas já recebei algumas sondagens. Agora é conversar com o meu empresário e decidir o melhor projeto para a sequência da minha carreira. Independente do clube, o que posso garantir é que estou pronto e motivado para alcançar novos objetivos na minha carreira´´, finalizou.







Foto: São Bernardo / Divulgação - Fonte: AV

MIRASSOL TEM EXIGÊNCIAS DA CONMEBOL PARA DISPUTAR A LIBERTADORES

Após três acessos no Japão, zagueiro Carlos Lima é contratado pela Portuguesa


Carlos Lima é o mais novo reforço da Portuguesa para a temporada de 2026, quando disputará o Paulistão, a Copa do Brasil e a Série D do Brasileiro. O zagueiro, de 24 anos de idade, retorna ao Brasil após três temporadas no futebol japonês, em que conquistou acessos consecutivos pelo Tochigi City, que ano que vem irá disputar a J League 2.

O defensor nascido em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, assinou contrato de empréstimo válido até o término da próxima edição do Campeonato Brasileiro da Série D.

``Foram cinco anos longe de casa, período em que atuei em Portugal e no Japão, onde ajudei o Tochigi a subir da quinta para a segunda divisão. Senti que era o momento de disputar pela primeira vez um campeonato profissional no Brasil e fiquei muito satisfeito quando surgiu o interesse da Lusa. Estou bastante focado para participar do projeto do clube de brilhar no Paulistão e também na Série D´´, declarou o atleta agenciado pela BL Sports.


INÍCIO EM PIRACICABA

Com 1,89 de altura, Carlos Eduardo Lima foi descoberto em um projeto social e esportivo de Piracicaba. Em seguida, atuou nas categorias de base do Corinthians e do Internacional, pelo qual foi titular absoluto na conquista da Copa São Paulo de Juniores de 2020, convertendo um dos pênaltis na decisão contra o arquirrival Grêmio.

Entre 2021 e o início de 2023, Carlos Lima integrou o elenco do Louletano, tradicional clube de Portugal. Logo depois, o zagueiro foi contratado pelo Tochigi City, com o qual possui vínculo até junho de 2027.










Foto: Divulgação / Portuguesa - Fonte: Tática

⚽🤾🏼‍♂️🏈 Th+ Esportes (09/12/2025)

🔴 AO VIVO | FIM DO BRASILEIRÃO! FLAMENGO LEVA, SANTOS BRILHA, INTER REAGE

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

⚽🤾🏼‍♂️🏈 Th+ Esportes (08/12/2025)

Adiado! Jogo beneficente Natal Sem Fome será realizado em nova data, ainda a ser definida


O jogo beneficente Natal Sem Fome 2025 não será mais realizado nesta terça-feira (09) na Vila Belmiro, conforme estava programado.

A decisão foi tomada por questões logísticas e também atendendo a solicitação de parceiros e colaboradores do evento.

Idealizador da partida, o ex-jogador Narciso está em contato com a diretoria do Santos FC para que uma nova data seja agendada.

No entanto, não está descartada a possibilidade de o jogo ser realizado em outro local.

Iremos comunicar imediatamente assim que houver uma definição.

Agradecemos a compreensão de todos.


ORGANIZAÇÃO DO NATAL SEM FOME 2025

domingo, 7 de dezembro de 2025

Fla campeão, Flu na Libertadores, Bota e Bahia na Pré! Ceará e Fortaleza caem para Série B

Aos 40 anos, Filipe Luís é campeão e vira o nono técnico mais jovem a vencer a Série A


A carreira é curta, mas já conta com feitos impressionantes. Filipe Luís liderou o Flamengo rumo ao título de campeão brasileiro aos 40 anos. Mais precisamente, aos 40 anos, três meses e 25 dias. Levantamento do Bolavip Brasil descobriu que isso torna Filipe Luís o nono técnico mais jovem da história a conquistar a competição mais importante no âmbito nacional.

A precocidade impressiona por colocá-lo à frente de alguns dos mais importantes técnicos da história do futebol brasileiro, como Telê Santana, Carlos Alberto Parreira e Vanderlei Luxemburgo. Para descobrir o feito, o levantamento checou a idade exata dos 42 técnicos diferentes que já conquistaram o título nacional.

Recorde é de Paulo César Carpegiani, campeão aos 33 anos

O Flamengo parece ter predisposição para apostar em treinadores jovens e colher os frutos disso. O técnico mais jovem a vencer o Campeonato Brasileiro foi Paulo César Carpegiani, aos 33 anos. Ele foi campeão com o Flamengo em 1982.

No ano seguinte, o time carioca repetiu a estratégia e deu certo. Coube a Carlos Alberto Torres, que estava a dois meses de completar 39 anos, celebrar o título de campeão brasileiro à frente do Flamengo, em 1983.

Filipe Luís se torna o terceiro técnico mais jovem da história do Flamengo a vencer o título brasileiro, atrás de Carpegiani e Torres e imediatamente à frente de Cláudio Coutinho, técnico do primeiro título brasileiro do rubro-negro, em 1980, então aos 41 anos.

Filipe Luís supera lendas do futebol brasileiro

Com o feito, Filipe Luís superou em precocidade alguns dos mais importantes treinadores da história do futebol brasileiro. Telê Santana conquistou seu primeiro brasileiro, com o Atlético-MG, em 1971, poucos dias mais novo que Filipe Luís - 38, para ser mais exato.

Outro gigante que foi campeão brasileiro muito jovem, mas ainda assim mais velho que Filipe Luís é Vanderlei Luxemburgo, campeão à frente do Palmeiras em 1993, com 41 anos.

Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo à frente da seleção brasileira em 1994, foi campeão brasileiro comandando o Fluminense uma década antes. Na ocasião, também era jovem, tinha apenas 41 anos.

Os dez técnicos mais jovens a vencer o Campeonato Brasileiro:


1- Paulo César Carpegiani (Flamengo, 1982): 33 anos e 77 dias

2 - Floriano Peixoto Correa (Atlético-MG, 1937): 33 anos e 276 dias

3 - Mário Travaglini (Palmeiras, 1967) - 35 anos e 243 dias

4 - Zagallo (Botafogo, 1968) - 38 anos e 56 dias

5 - Carlos Alberto Torres (Flamengo, 1983) - 38 anos e 255 dias

6 - Carlos Alberto Silva (Guarani, 1978) - 38 anos e 364 dias

7 - Paulo Autuori (Botafogo, 1995) - 39 anos e 121 dias

8 - Lula (Santos, 1961) - 39 anos e 318 dias

9 - Filipe Luís (Flamengo, 2025) - 40 anos e 128 dias

10 - Telê Santana (Atlético-MG, 1971) - 40 anos e 146 dias


Sobre o Bolavip Brasil

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Rogério Corrêa, ex-Volta Redonda, é o novo treinador da Ferroviária


A Locomotiva, da cidade de Araraquara, tem um novo comandante para a temporada de 2026: Rogério Corrêa, ex-Volta Redonda-RJ. O técnico de 44 anos chega à Ferroviária com contrato válido até o fim de 2027.

Ele desembarca na Fonte Luminosa ao lado dos auxiliares Daniel Cruz e Vitor de Paula, que compõem sua comissão técnica.

Após quatro temporadas no comando do Volta Redonda, Rogério construiu um dos ciclos mais vitoriosos da história recente do clube. Conduziu o time da Cidade do Aço ao título da Série C do Campeonato Brasileiro de 2024, garantindo o acesso à Série B. Foi campeão da Série A2 do Carioca em 2022, recolocando a equipe na elite estadual, e encerrou a mesma temporada levantando também a Copa Rio.


No Rio de Janeiro, já na primeira divisão, Rogério manteve a competitividade do Tricolor de Aço e levou o clube às semifinais nas duas edições do Cariocão que disputou.

Rogério inicia os trabalhos à frente da Ferroviária no dia 15 de dezembro, data da reapresentação do elenco profissional para o início da preparação visando a temporada de 2026. A estreia da Locomotiva no ano será contra o Oeste, no dia 11 de janeiro, fora de casa, pela primeira rodada da Série A2 do Campeonato Paulista.

Ficha técnica

Nome completo: Rogério de Albuquerque Corrêa

Apelido: Rogério Corrêa

Data de nascimento: 27/03/1981 (44 anos)

Local de nascimento: Rio de Janeiro (RJ)



NOTA OFICIAL

Em nome da Ferroviária SAF, nos dirigimos à nossa torcida neste momento difícil, com a sinceridade e o respeito que sempre pautaram nossa relação.

O rebaixamento para a Série C dói em todos nós. Mas também entendemos que, no futebol, fases duras fazem parte do caminho. Elas exigem maturidade, análise e reconstrução, e é com essa postura que encaramos o cenário atual.

Ao longo da temporada, nossos atletas, comissão técnica e colaboradores trabalharam com dedicação. Ainda assim, reconhecemos que 2025 ficou abaixo do que planejamos. Assumimos essa responsabilidade e seguimos firmes no compromisso de evoluir.

A Ferroviária SAF tem conduzido seu projeto com seriedade, planejamento e responsabilidade financeira. Todos os compromissos foram e continuam sendo honrados, sempre com o objetivo de construir um clube sólido no longo prazo. Os dois acessos conquistados nos últimos anos reforçam que estamos no caminho certo — capazes de crescer, competir e recolocar a Ferroviária no cenário que ela merece.

Agora, voltamos nossas atenções para o que vem pela frente. O primeiro grande desafio está logo ali. A temporada de 2026 marca o início de uma nova etapa, e entraremos nela focados, organizados e determinados a buscar novamente o acesso. Nosso primeiro objetivo é claro: recolocar a Ferroviária na elite do Campeonato Paulista.

Seguiremos trabalhando com seriedade e compromisso, honrando a história de Araraquara e da Ferroviária, para que a Locomotiva retome sua trajetória de crescimento.