quarta-feira, 15 de julho de 2026

A nova onda das SAFs: por que os clubes brasileiros estão mais cautelosos?


Desespero financeiro e melhor infraestrutura não são mais os grandes atrativos para a formação dessa geração dos clubes-empresa


A gestão das SAFs no futebol brasileiro tem se tornado um cenário cada vez mais comum. Após as primeiras levas dos clubes-empresa, está surgindo uma nova onda, com objetivos diferentes das anteriores. O desespero financeiro já não é mais o único foco dessa procura, fato que deixa as equipes mais cautelosas para concretizar essa transformação.

Agora, os novos negócios já nascem sob a Nova Lei das SAFs e as novas regras de Fair Play Financeiro da CBF. A busca pelo formato clube-empresa nessa nova onda almeja ter maior transparência contábil, teto de gastos, além de contratos que prevejam a obrigatoriedade de conselheiros independentes. 

Rivais em Campinas, Guarani e Ponte Preta são possíveis clubes a aderirem a essa nova onda das SAFs. Em teoria, a situação do Bugre está mais avançada. Conselheiros alviverdes já aprovaram a mudança no estatuto do clube. Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum, é um dos interessados. O que tem travado a mudança é a disputa judicial por conta das eleições da diretoria, em que a Justiça tem exigido a anulação do pleito e a convocação de novas eleições devido a irregularidades nas chapas. Recentemente, o presidente do Guarani, Rômulo Amaro, garantiu que o processo continua em andamento, mas que exige muita cautela.

Já a Macaca, apesar de ter aprovado o início do processo para virar SAF no papel, ainda não tem um nome certo para adquirir parte da equipe alvinegra.

Nessa nova onda, mas em um processo muito a frente da dupla campineira e já em fase de execução, a SAF Juventus, firmada em outubro do ano passado em uma operação de R$ 480 milhões (ao longo de 10 anos) por 90% do futebol do clube, já começa a colher os frutos. O título da série A2 do Campeonato Paulista é a prova disso. O Moleque Travesso sonha alto e, além de ter um calendário recorrente conquistando uma vaga na série D do Campeonato Brasileiro, planeja a revitalização do estádio, a futura Arena Javari, para a disputa do Campeonato Paulista do ano que vem.

As mudanças com a transformação em um clube-empresa, nos dias de hoje, vão muito além de saciar e reduzir as dívidas e da modernização da infraestrutura: tem principalmente o intuito de aproveitarem as novas regras tributárias que entram em vigor a partir de janeiro de 2027. Com isso, os impostos que os clubes pagam podem saltar para cerca de 16% de tudo que se arrecada. Caso virem SAF, esse imposto cai para 5%. Uma estratégia jurídica fundamental para blindar as receitas e pagar menos impostos, mesmo que, por enquanto, a gestão continue sendo interna.

``O modelo associativo tradicional está com os dias contados a partir de 2027 devido ao aumento de custos em comparação ao formato empresarial. Se as primeiras ondas de SAFs foram motivadas pelo sufoco financeiro, busca por investidores e melhora em campo, o próximo movimento será impulsionado pela sobrevivência tributária. A Reforma Tributária vai desencadear uma nova onda de migrações focada estritamente na eficiência fiscal´´, destaca o advogado especialista em direito desportivo, Cristiano Caús, sócio do CCLA Advogados, escritório que atuou no processo de clubes se tornarem SAFs no país e SADs fora do Brasil.

Em nível de comparação, a primeira leva das SAF’s, considerada por muitos a fase do desespero financeiro, tinha como objetivo principal saciar as dívidas bilionárias, afastando qualquer possibilidade, mínima que fosse, de fechar as portas. O pontapé inicial foi dado por Ronaldo, que comprou 90% das ações da SAF do Cruzeiro. Entretanto, pouco tempo depois acabou vendendo o clube para Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH, por R$ 600 milhões. 

Na sequência, o Botafogo também foi adquirido pelo americano John Textor por R$ 400 milhões por meio da sua holding multiclubes, posteriormente chamada de Eagle Football Holdings. Após diversos imbróglios e inúmeros transferbans, que geraram a perda do controle do conglomerado Eagle Football para administradores judiciais, Textor foi oficialmente destituído do comando do Alvinegro e permanece afastado das funções administrativas na SAF do Botafogo. Neste ano, o clube vendeu as ações de sua SAF para o grupo norte-americano GDA Luma por R$ 525 milhões. Apesar da assinatura com a nova gestora, John Textor contesta a operação. O empresário alega que ainda é o dono oficial das ações e cita processos judiciais em andamento no exterior para travar a transferência de controle. 

No Vasco da Gama, a empresa norte-americana 777 Partners comprou 70% das ações da SAF cruzmaltina por aproximadamente R$ 700 milhões. Diante de uma administração e investimentos que geraram questionamentos, o contrato entre Vasco da Gama e 777 Partners foi suspenso em 2024, deixando o clube associativo responsável pela gestão. A pedido da empresa, o presidente do Gigante da Colina, Pedrinho, foi recentemente afastado do comando. Agora, o clube está em negociações para revender 90% das ações da SAF para o empresário Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, por valor superior a R$ 2 bilhões.

Tal urgência por investimentos para  salvar os clubes fez com que muitos contratos deixassem inúmeras brechas regulatórias, que não blindaram contra colapsos dos próprios investidores, e agora alguns clubes colhem negativamente os frutos disso.

No movimento seguinte, o processo para equipes como Bahia e Atlético-MG se tornarem SAFs pareceu contar com um caráter mais profissional do que o anterior. Foram negociações mais longas e complexas, com contratos mais amarrados. Demorou mais de um ano até a compra do Tricolor se concretizar pelo Grupo City, por conta de auditorias, exigências contratuais e aprovações rígidas dos conselhos. O aporte em questão foi de R$ 1 bilhão por 90% da equipe baiana. Enquanto o Galo vendeu 75% das ações da sua SAF para a Galo Holding, grupo de investidores e empresários locais que já eram mecenas históricos do clube, no valor de R$ 913 milhões.

Esta nova onda das SAFs consolida uma nova era de maturidade jurídica, exigência técnica e sobrevivência institucional no futebol brasileiro. Ao rejeitarem a venda integral e imediata do controle, os clubes passam a blindar sua identidade por meio de modelos híbridos ou minoritários. Assim, a busca por parceiros estratégicos e fundos de investimento substitui a figura de um único “dono”, garantindo a injeção de capital necessária sem que a associação precise abrir mão do comando do futebol. 










Fonte: FutPress

TH+ Esportes - Programa esportivo do Grupo Thathi de Ribeirão Preto - quarta-feira 15/7

 


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terça-feira, 14 de julho de 2026

Confira datas, horários e locais dos confrontos das oitavas de final da Série D


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta terça-feira (14/7) a tabela detalhada das oitavas de final do Campeonato Brasileiro da Série D 2026. 
A fase será disputada em jogos de ida e volta entre os dias 18 e 26 de julho, definindo os oito classificados para as quartas de final da competição.

Os confrontos de ida começam no sábado (18), com seis partidas, e prosseguem no domingo (19), encerrando a primeira metade da fase. Os duelos de volta serão realizados entre os dias 25 e 26 de julho.

Os oito vencedores dos confrontos avançam às quartas de final da Série D. A partir dessa etapa, além da disputa pelo título nacional, estará em jogo o acesso à Série C de 2027.

Jogos de ida


Sábado (18/07)

16h – Nacional-AM x Iguatu-CE – Estádio Ismael Benigno, em Manaus (AM).

16h – São José-RS x Treze-PB – Estádio Francisco Novelletto, em Porto Alegre (RS).

16h – Cianorte-PR x ASA-AL – Estádio dos Pássaros, em Arapongas (PR).

17h – Uberlândia-MG x Portuguesa-SP – Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG).

18h30 – Goiatuba-GO x Ferroviário-CE – Estádio Divino Garcia Rosa, em Goiatuba (GO).

19h – Luverdense-MT x ABC-RN – Estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde (MT).


Domingo (19/07)

11h – São Luiz-RS x CSA-AL – Estádio 19 de Outubro, em Ijuí (RS).

19h – América-RN x Gama-DF – Arena das Dunas, em Natal (RN).


Jogos de volta

Sábado (25/07)

16h – Iguatu-CE x Nacional-AM – Estádio Morenão, em Iguatu (CE).

16h – Portuguesa-SP x Uberlândia-MG – Estádio do Canindé, em São Paulo (SP).


Domingo (26/07)

16h – Gama-DF x América-RN – Estádio Bezerrão, no Gama (DF).

16h – CSA-AL x São Luiz-RS – Estádio Rei Pelé, em Maceió (AL).

17h – Ferroviário-CE x Goiatuba-GO – Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza (CE).

17h – ABC-RN x Luverdense-MT – Arena das Dunas, em Natal (RN).

17h – Treze-PB x São José-RS – Estádio Amigão, em Campina Grande (PB).

17h – ASA-AL x Cianorte-PR – Estádio Coaracy Fonseca, em Arapiraca (AL).

Portuguesa, América-RN e CSA, que já estiveram na elite do Brasileirão, seguem firmes nas oitavas da Série D


América-RN e CSA confirmaram na segunda-feira (13/7) a presença na quarta fase do Brasileiro da Série D. Vão se juntar a outros 14 times que disputarão as oitavas de final. O time potiguar derrotou o Trem-AP por 2 a 1, na Arena das Dunas, em Natal. Já a equipe alagoana goleou o Betim-MG por 4 a 0, no Rei Pelé.

No agregado, o América superou o Trem por 6 a 2. Já o CSA fez 4 a 1 no Betim. Agora, o América enfrentará o Gama-DF. E o CSA jogará com o São Luiz-RS.


América-RN, CSA e Portuguesa, que eliminou no sábado (12) o Marcílio Dias-SC vencendo por 2 a 0, são os únicos que já estiveram na Série A do Brasileiro, a partir de 2003, quando a competição passou a ser disputada no sistema de pontos corridos, e que figuram entre os 16 que continuam na Série D.


Confira os confrontos da quarta fase, com jogos de ida e volta:

Goiatuba-GO x Ferroviário-CE

Luverdense-MT x ABC-RN

Nacional-AM x Iguatu-CE

São José-RS x Treze-PB

Uberlândia-MG x Portuguesa-SP

Cianorte-PR x ASA-AL

CSA-AL x São Luiz-RS

América-RN x Gama-DF

TH+ Esportes - Programa esportivo do Grupo Thathi de Ribeirão Preto - terça-feira 14/7

 


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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Confira os grupos, novo regulamento, treinadores e as principais contratações dos 16 clubes da Copa Paulista

 


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TH+ Esportes - Programa esportivo do Grupo Thathi de Ribeirão Preto - sexta-feira 10/7

 


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SAF do Juventus apresenta projeto da Arena Javari e anuncia revitalização do estádio


Apresentação oficial será realizada nas redes sociais do clube; projeto prevê ampliação da capacidade, novos camarotes e preservação da identidade histórica da Rua Javari


A SAF do Juventus apresenta oficialmente, nesta sexta-feira (10/7), o projeto da Arena Javari, iniciativa que marca um novo capítulo na história do tradicional estádio Conde Rodolfo Crespi. A apresentação será realizada por meio das redes sociais do clube e detalha as intervenções previstas para a revitalização da Rua Javari.

A revitalização da Rua Javari integra o plano de investimentos de R$ 480 milhões da SAF, voltado ao desenvolvimento da estrutura e ao fortalecimento do Juventus.

A proposta tem como objetivo revitalizar o estádio, ampliar sua capacidade e qualificar sua infraestrutura, preservando a identidade que transformou a Rua Javari em um dos palcos mais tradicionais do futebol brasileiro. Entre as principais intervenções previstas estão a ampliação das arquibancadas laterais, a construção de novos camarotes e de um rooftop, além de melhorias voltadas à experiência do torcedor e à geração de novas receitas para o clube. Com isso, a capacidade será ampliada para 11 mil espectadores em dias de jogos e até 25 mil pessoas em eventos e shows.

O início da segunda fase das obras está previsto para o fim do mês de agosto, condicionado à emissão dos alvarás necessários pelos órgãos competentes. A conclusão do projeto está prevista para dezembro. A prioridade da SAF é que o Juventus possa disputar o Paulistão de 2027 na Rua Javari, já com a nova estrutura em funcionamento.


Para o CEO da SAF do Juventus, Cláudio Fiorito, a Arena Javari representa um investimento no futuro do clube sem abrir mão da preservação de sua história:

``A Arena Javari nasce com propósito muito claro: preparar o Juventus para o futuro respeitando sua essência. Não estamos substituindo a história da Rua Javari, mas investindo para preservá-la e garantir que ela continue sendo protagonista por muitas décadas.´´

O executivo destaca que todas as intervenções foram concebidas para manter a identidade do estádio, valorizando seu patrimônio histórico e a experiência tradicional vivida pelos torcedores:

``Nosso compromisso sempre foi fortalecer o clube sem descaracterizar aquilo que faz da Rua Javari um patrimônio do futebol brasileiro. Vamos ampliar a capacidade, melhorar a infraestrutura e criar novas fontes de receita, mas mantendo viva a personalidade de um estádio que faz parte da memória de gerações de juventinos´´, disse.

Além das melhorias estruturais, o projeto contempla novas áreas de hospitalidade, fortalecendo a sustentabilidade financeira do clube e ampliando as possibilidades de utilização do estádio para diferentes tipos de eventos.

A apresentação oficial do projeto estará disponível nas plataformas digitais do Juventus a partir desta sexta-feira (10), marcando o início de uma nova etapa para um dos estádios mais emblemáticos do futebol paulista.






Fonte e foto: Press FC

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Queixa do Egito à FIFA reacende debate sobre os limites da revisão de decisões de arbitragem na Copa do Mundo


Após eliminação para a Argentina, federação egípcia pede investigação sobre atuação da arbitragem. Especialista explica por que uma reclamação formal dificilmente altera o resultado de uma partida


A eliminação do Egito para a Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo capítulo fora das quatro linhas. Inconformada com decisões da arbitragem durante a partida, a Federação Egípcia de Futebol formalizou uma queixa junto à FIFA pedindo a apuração da atuação da equipe liderada pelo árbitro francês François Letexier e a exclusão dos árbitros das escalas do restante do torneio.

O episódio reacendeu um debate recorrente no futebol internacional: até que ponto uma decisão de arbitragem pode ser revista após o encerramento de uma partida? E quais são os efeitos jurídicos de uma reclamação apresentada à FIFA?

Segundo o advogado Alberto Goldenstein, especialista em Direito Desportivo e sócio-fundador do GMP G&C Advogados Associados, é importante separar a insatisfação esportiva dos limites efetivamente previstos pelos regulamentos internacionais.

``A queixa apresentada pelo Egito inaugura um procedimento administrativo perante a FIFA, mas não produz, por si só, qualquer efeito sobre o resultado da partida. Ela pode gerar análise técnica, avaliação administrativa e até eventual apuração disciplinar, mas não implica automaticamente revisão do placar ou repetição do jogo´´, explica.

De acordo com Goldenstein, a FIFA possui mecanismos internos para avaliar o desempenho de árbitros durante competições internacionais, independentemente da existência de reclamações formais. Essa análise pode ocorrer em diferentes níveis.

O primeiro deles é a avaliação técnica da atuação da arbitragem. Também existe a possibilidade de revisão administrativa das escalas futuras, o que permite à entidade deixar de designar determinados árbitros para partidas subsequentes por critérios de desempenho ou conveniência. Em situações mais graves, podem existir procedimentos disciplinares ou investigações relacionadas à integridade esportiva.

No entanto, o especialista destaca que nenhuma dessas hipóteses significa, necessariamente, alteração do resultado esportivo.

``Investigar não é sinônimo de anular. A FIFA pode apurar todos os fatos alegados e ainda assim manter integralmente o resultado da partida, porque estamos falando de esferas jurídicas diferentes´´, afirma.

Erro de arbitragem não significa anulação

Um dos principais pontos levantados pela Federação Egípcia envolve a anulação de um gol e um suposto pênalti não marcado sobre Mohamed Salah. Para muitos torcedores, lances polêmicos poderiam justificar a repetição do jogo.

Juridicamente, porém, a situação é mais complexa. Segundo Goldenstein, a legislação esportiva internacional diferencia claramente o chamado erro de fato do erro de direito.

``O erro de fato ocorre quando existe discussão sobre a interpretação de um lance: se houve falta, pênalti ou impedimento, por exemplo. Essas decisões pertencem ao campo da interpretação do árbitro e, pelas Regras do Jogo da IFAB, são consideradas finais´´, explica.

Já o erro de direito ocorre quando há aplicação incorreta das próprias regras do futebol ou do regulamento da competição. São situações excepcionais e objetivamente verificáveis, que podem abrir espaço para medidas mais severas.

``A simples discordância sobre um lance, ainda que compartilhada por especialistas e comentaristas, normalmente não é suficiente para fundamentar a anulação de uma partida´´, afirma.

Outro aspecto frequentemente questionado em casos como esse envolve a atuação do árbitro de vídeo. Segundo o advogado, embora o VAR tenha ampliado os mecanismos de revisão durante as partidas, ele não altera a essência da decisão arbitral.

``O protocolo da IFAB deixa claro que o VAR é um instrumento de auxílio. A decisão final continua sendo do árbitro de campo. Mesmo após a revisão, a responsabilidade pela interpretação do lance permanece com ele´´, destaca.

Para que uma eventual discussão jurídica envolvendo o VAR ganhe relevância, seria necessário demonstrar um erro operacional objetivo no protocolo de utilização da ferramenta, e não apenas discordar da conclusão alcançada após a revisão.

Árbitros podem ser afastados?

Embora a alteração do resultado seja considerada extremamente improvável, a reclamação pode produzir reflexos sobre a equipe de arbitragem. Goldenstein explica que a FIFA possui autonomia para modificar escalas futuras por razões técnicas ou administrativas.

``O eventual afastamento dos árbitros das próximas partidas não significa reconhecimento de erro ou acolhimento da reclamação. Trata-se de uma decisão de gestão da competição, que pode ocorrer por diversos fatores´´, afirma.

Já uma punição disciplinar exigiria demonstração de conduta incompatível com as normas da entidade.

``O erro técnico de arbitragem, por si só, normalmente gera apenas consequências internas de avaliação de desempenho, não sanções disciplinares´´, acrescenta.

Cenário mais provável

Na avaliação do especialista, a tendência é que a reclamação apresentada pelo Egito resulte em análises internas da FIFA, sem impactos diretos sobre o resultado esportivo da partida.

``A preservação das decisões de campo é um dos pilares do sistema jurídico-desportivo internacional. A revisão de um resultado de Copa do Mundo é medida absolutamente excepcional e depende da demonstração de violações graves às regras ou ao regulamento da competição. Não basta haver controvérsia sobre lances de jogo´´, conclui.

A queixa egípcia, portanto, pode gerar avaliações técnicas, influenciar futuras escalas de arbitragem e até provocar investigações administrativas. O que parece pouco provável, à luz dos regulamentos esportivos atuais, é que ela seja capaz de reescrever o placar de uma partida já encerrada.


 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

16ª rodada da Série B: Vila segue na liderança, com Novorizontino e Criciúma colados. Fortaleza volta ao G6 e Ceará vai para a degola!

 


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Museu do Futebol começa a contagem regressiva para a Copa de 2027 e exibe camisa da Seleção Feminina


Peça autografada pelas jogadoras da Copa de 2019 na Franca, reforça a força do futebol feminino e antecipa a expectativa para o Mundial de 2027 no Brasil


Para quem pensa que a emoção da Copa do Mundo terminou com a eliminação do Brasil, é hora de respirar fundo e se preparar para o que vem pela frente. A paixão pelo futebol continua viva e já aponta para 2027, quando o Brasil será sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Entrando nesse clima, o Museu do Futebol, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, convida o público a manter a torcida acesa com um destaque especial na mostra Festa da Copa: a camisa da Seleção Brasileira Feminina usada na Copa do Mundo de 2019, na França, autografada pelas jogadoras que disputaram o torneio.  

A peça está exposta na sala Zona Mista e integra a mostra Festa da Copa, uma experiência interativa que celebra a relação única dos brasileiros com o Mundial. O espaço reúne elementos que traduzem o espírito das torcidas, como churrasco, ruas decoradas, bandeiras, vuvuzelas e até o icônico cão caramelo, criando um ambiente que mistura memória afetiva e celebração popular. 

Uma história de resistência  

Mais do que um símbolo esportivo, a camisa representa a trajetória de resistência do futebol feminino no Brasil. Desde a renovação da exposição principal em 2024, o Museu do Futebol ampliou o espaço dedicado às mulheres que, por décadas, foram proibidas de jogar. Um dos principais marcos dessa história é o decreto de 1941, assinado por Getúlio Vargas, que vetou a prática do futebol por mulheres sob a justificativa de que o esporte seria incompatível com sua natureza. A restrição, que perdurou por cerca de quarenta anos, tornou se um símbolo das barreiras enfrentadas pelas atletas ao longo do tempo. 

A jornada do visitante para conhecer melhor essa história no Museu, começa na Sala Origens, que aborda o desenvolvimento do esporte desde o século XIX até os anos 1930, e conta com destaque para a presença feminina. 

Na Sala das Copas, o futebol feminino tem protagonismo em quatro módulos temáticos que destacam momentos de defesa, drible, contra-ataque e gol, narrando o período entre 1941 e 1988, da proibição até a realização do primeiro torneio experimental na China, que antecedeu a criação oficial da Copa do Mundo Feminina.  

O espaço também incorporou todas as edições do torneio desde 1991, integradas à linha do tempo das Copas masculinas. 

Outro destaque do percurso é a presença da jogadora Marta, que encerra a visita em uma projeção em tamanho natural. Em uma mensagem emocionante, ela convida o público a voltar ao Museu e agradece em português, espanhol, inglês e em Libras, ampliando o acesso e a inclusão. 

 

SERVIÇO  

Museu do Futebol  

Praça Charles Miller, s/n - Pacaembu - São Paulo  

De terça a domingo, das 9h às 18h (entrada permitida até as 17h)  

Toda primeira terça-feira do mês, até as 21h (entrada até 20h)  

R$ 24,00 (inteira) e R$ 12,00 (meia)  

Crianças até 7 anos não pagam  

Grátis às terças-feiras  

Garanta o ingresso pela internet:  

Estacionamento com Zona Azul Especial — R$ 6,95 por três horas  

 

SOBRE O MUSEU DO FUTEBOL  

Localizado numa área de 6.900 m² no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – o Pacaembu, o Museu do Futebol possui salas expositivas que instigam o visitante a experimentar sensações e compreender por que, no Brasil, o futebol é mais do que um esporte: é nosso patrimônio, parte de nossa cultura e de nossa identidade.  

O Museu do Futebol é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, concebido pela Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.   


PATROCINADORES E PARCEIROS 


A temporada 2026 do Museu do Futebol conta com patrocínio máster da Petrobras, patrocínio do Grupo Globo, Mercado Livre, Coca-Cola FEMSA Brasil, Sabesp; apoio do Itaú Unibanco; Arkema; do Pinheiro Neto Advogados, Universidade Santo Amaro (Unisa), Goodyear, Shopping Cidade São Paulo e Adidas. Conta ainda com o Pacaembu Autopeças como empresa parceira e dos parceiros de mídia, Rádio TMC, Gazeta Esportiva, Guia da Semana, Dinamize e JCDecaux.  O Museu do Futebol é realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Ministério da Cultura – Lei Rouanet.  

TH+ Esportes - Programa esportivo do Grupo Thathi de Ribeirão Preto - quarta-feira 8/7

 


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INÍCIO NO PALMEIRAS, TRABALHO NA VOTUPORANGUENSE E PROJETOS! | ENTREVISTA COM O TREINADOR MARCUS VIOLA

 


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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Detalhes das quartas de final da Bezinha do Paulista estão definidos!


Os confrontos das quartas de final do Campeonato Paulista Sub-23 Segunda Divisão de 2026, a popular Bezinha, tiveram seus detalhes definidos em reunião do Conselho Técnico no Edifício Pelé, sede da Federação Paulista de Futebol, na tarde desta segunda-feira (6/7). Em caso de igualdade no placar agregado dos confrontos, a definição da vaga será nos pênaltis.

Melhor equipe na somatória das fases, o Itaquaquecetuba faz o jogo de ida diante do União Mogi, em Mogi das Cruzes, às 15h do sábado, 11 de julho. No mesmo dia e horário, América e José Bonifácio se enfrentam em São José do Rio Preto; e Matonense e Flamengo jogam em Matão. Já no domingo, às 10h, o Paulinense recebe o Independente, em Paulínia.

Os confrontos de volta acontecem no final de semana seguinte. No sábado, 18 de julho, às 15h, o Itaquaquecetuba recebe o União Mogi, enquanto o Flamengo enfrenta a Matonense, em Guarulhos. No domingo, 19, às 10h, Independente e Paulinense se enfrentam em Limeira, ao passo que às 15h, o José Bonifácio recebe o América.

Para definição dos confrontos das semifinais serão consideradas as campanhas nas somatórias das fases, com a melhor equipe enfrentando a quarta, enquanto segundo e terceiro colocados fazem a outra disputa pelo acesso à Série A4 do Paulistão de 2027.

Confira os jogos das quartas de final da Bezinha:

Jogos de ida

Sábado, 11 de julho

15h

União Mogi x Itaquaquecetuba, em Mogi das Cruzes

Ulisses TV

América x José Bonifácio, em São José do Rio Preto

YouTube Paulistão

Matonense x Flamengo, em Matão

YouTube Paulistão


Domingo, 12 de julho - 
10h

Paulinense x Independente, em Paulínia

YouTube Paulistão


Jogos de volta

Sábado, 18 de julho

15h

Itaquaquecetuba  x União Mogi, em Itaquaquecetuba

Ulisses TV

Flamengo x Matonense, em Guarulhos

YouTube Paulistão


Domingo, 19 de julho

10h

Independente x Paulinense, em Limeira

YouTube Paulistão


José Bonifácio x América, local a definir

YouTube Paulistão