domingo, 14 de junho de 2026

Copa do Mundo: mais telas, mais escolhas e disputa contra o delay


Com Globo ainda na preferência dos brasileiros, CazéTV transmitindo todos os jogos e GE TV como aposta digital, Copa do Mundo de 2026 consolida nova forma de acompanhar futebol


A Copa do Mundo de 2026 deve marcar uma virada na forma como o brasileiro acompanha futebol. Se, durante décadas, assistir ao Mundial significava reunir a família diante da televisão, agora o torcedor pode escolher entre TV aberta, canais pagos, streaming, YouTube, celular, computador, redes sociais e conteúdos em tempo real. A liberdade aumentou, mas o caminho até o jogo ficou mais fragmentado.

Mesmo com a multiplicação de telas, a TV aberta, em especial a TV Globo, segue forte no hábito nacional. Ao mesmo tempo, a CazéTV se consolida como um dos grandes marcos da nova fase das transmissões esportivas, com direito de exibir todos os 104 jogos da Copa, segundo a Fifa. A Globo também reforça sua atuação digital com a GE TV, iniciativa gratuita que transmitirá 32 partidas com linguagem voltada ao público conectado.

Para Julio Cesar Gonzalez Moreno, professor de Rádio e TV da Universidade Anhembi Morumbi, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, a transformação não está apenas na quantidade de canais, mas no comportamento do público.

``Hoje, os direitos de transmissão estão muito mais pulverizados, promovendo uma verdadeira multitransmissão. Com isso, o torcedor pode escolher se prefere assistir aos jogos pela televisão ou pela internet´´, afirma.

A mudança também aparece na forma como a cobertura se organiza. A Copa de 2026 já não será acompanhada apenas por quem liga a TV no horário da partida, mas também por quem alterna entre plataformas, comenta lances em tempo real, assiste a cortes nas redes sociais e busca conteúdos de bastidores.

``Esta edição se destaca pela distribuição descentralizada dos direitos de transmissão, com foco em experiências multitelas, alta qualidade visual no ambiente digital e formatos nativos voltados para as redes sociais´´, explica Moreno.

Esse novo consumo é especialmente visível entre os mais jovens. Para parte da audiência, acompanhar a Copa não significa necessariamente assistir aos 90 minutos de uma partida do início ao fim. Muitos torcedores também vivem o jogo por recortes, memes, melhores momentos, reações de influenciadores e publicações compartilhadas em tempo real. A segunda tela, antes vista como distração, passou a compor a rotina de quem acompanha grandes eventos esportivos.

``O público mais jovem tem demonstrado preferência por acompanhar os jogos em múltiplas telas ou por meio de cortes, memes, reels e outros conteúdos compartilhados nas redes sociais, em vez de permanecer vinculado ao modelo tradicional da televisão linear´´, observa o professor.

O temido delay

Mas a nova liberdade trouxe um incômodo conhecido de quem assiste a jogos pela internet: o delay. A cena é familiar para muitos torcedores: antes de a bola entrar na tela, alguém no prédio, na rua ou no grupo de mensagens já gritou gol. O atraso varia conforme a tecnologia usada, a plataforma, a conexão e o dispositivo.

``O sinal precisa passar por diversas etapas técnicas, como captação, codificação, compressão, distribuição por servidores em nuvem e, por fim, decodificação no dispositivo do espectador, daí a diferença´´, diz.

Apesar disso, o professor ressalta que o problema tem diminuído. Segundo ele, transmissões convencionais pela internet podem apresentar atrasos de 15 a 30 segundos em relação ao evento em tempo real. Em plataformas esportivas mais modernas, com protocolos de baixo tempo de atraso e redes de distribuição de conteúdo mais eficientes, esse intervalo pode cair para cerca de 6 a 10 segundos.

Modelo de transmissão            -                Atraso médio


Internet convencional                -                15 a 30 segundos


Plataformas esportivas com baixa latência -  6 a 10 segundos


Disputa pela atenção


O avanço tecnológico também deve aparecer em outras frentes da cobertura. Câmeras imersivas, múltiplos ângulos, inteligência artificial, estatísticas em tempo real e recursos interativos tendem a ganhar espaço nas transmissões. Para Moreno, o Mundial de 2026 será um marco nesse processo.

``A inteligência artificial desponta como o grande cérebro operacional do evento, integrando informações provenientes de múltiplos ângulos de câmera e viabilizando inovações como o impedimento semiautomático. Ao mesmo tempo, tecnologias de captação imersiva aproximam o torcedor da dinâmica do jogo de uma forma sem precedentes´´, afirma.

A tendência, segundo o professor, é que as próximas Copas sejam ainda mais personalizadas. No futuro, o torcedor poderá escolher câmera, narração, estatísticas, gráficos e outros recursos de acordo com suas preferências. A qualidade da imagem continuará relevante, mas deixará de ser o único diferencial.

``O foco da indústria deixou de estar concentrado apenas na entrega de imagens em alta resolução, como 4K e 8K. Embora a qualidade visual continue importante, o diferencial competitivo passa a ser a capacidade de oferecer experiências interativas, personalizadas e adaptadas ao perfil de cada espectador´´, avalia.

O desafio, agora, não é apenas tecnológico. Com os direitos esportivos divididos entre diferentes grupos de mídia, o torcedor ganhou mais opções, mas também precisa lidar com excesso de serviços, possíveis custos adicionais e a necessidade de descobrir onde cada jogo será exibido. A Copa de 2026, portanto, não será apenas a Copa da TV, do streaming ou das redes sociais. Será a Copa da escolha e da disputa pela atenção do público.


Sobre a Universidade Anhembi Morumbi

A Universidade Anhembi Morumbi, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, oferece programas de graduação, graduação tecnológica e pós-graduação lato sensu e stricto sensu, distribuídos nas áreas de Ciências da Saúde; Turismo e Hospitalidade; Negócios; Direito; Artes, Arquitetura, Design e Moda; Comunicação; Engenharia e Tecnologia e Educação. Além disso, a Medicina da Universidade Anhembi Morumbi é parte da Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica do país”. Seus cinco campi estão localizados nas regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia, Mooca, São José dos Campos e Piracicaba.

Possui laboratórios de última geração e diferenciais como a internacionalidade, já tendo enviado, desde 2006, milhares de alunos do Brasil para realização de cursos no exterior, além de receber centenas de estudantes estrangeiros em seus campi, que se tornaram locais multiculturais para o aprendizado. A Anhembi Morumbi também contribui para democratização do Ensino Superior, ao oferecer cursos digitais com diversos polos dentro e fora de São Paulo. Além disso, o aluno aprende na prática desde o primeiro dia de aula.

Saiba mais sobre a Anhembi Morumbi em https://portal.anhembi.br/.


Sobre a Ânima Educação

Com o propósito de transformar o Brasil através da educação, a Ânima é o maior e mais inovador ecossistema de educação e impacto para o Brasil, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 360 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior e aproximadamente 380 polos educacionais em todo o país.

Integradas ao Ecossistema Ânima também estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI, Le Cordon Bleu São Paulo, SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, Learning Village — primeiro hub de inovação e educação da América Latina — e Instituto Ânima.

Em 2023, a Forbes, uma das mais respeitadas publicações de negócios e economia do mundo, incluiu a Ânima entre as 10 companhias mais inovadoras do país. Desde 2013, a companhia está listada na Bolsa de V




Fonte: Textual Comunicação

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